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O
processo iconofágico dos homens-placa: corpos devorados
pelas imagens
Rodrigo
Daniel Sanches
A
publicidade contemporânea utiliza-se de inúmeros
recursos audiovisuais e estratégias comunicativas para
persuadir consumidores e levá-los a adquirir os mais
diversos produtos e serviços. Com as inovações
tecnológicas, a publicidade revela-se, talvez, como o
mais notável meio de comunicação de massas
da nossa época. Na contramão do glamour e da sofisticação
dos recursos publicitários encontra-se o chamado “homem-sanduíche”,
“homem-placa” ou “plaqueiro”. Trata-se
de homens - raras vezes mulheres - que andam pelos centros comerciais
de diversas cidades carregando, penduradas aos ombros, duas
placas de compensado, uma voltada para a frente e outra às
suas costas. Nessas placas são estampados anúncios
de diversos produtos e serviços, como a compra e venda
de ouro, tíquetes-refeição ou bilhetes
de metrô. Em geral, são desempregados ou aposentados
que procuram complementar sua renda utilizando o corpo como
veículo de comunicação.
Ao observar os homens-sanduíche da década de 30,
em Paris, Walter Benjamim escreveu: “você os tem
visto passando por nossas ruas, magros e maltrapilhos, com suas
longas capas cinza e sob seus gorros de abas vistosas. Falemos
com toda a franqueza: nem de longe sou um partidário
desse trabalho. Caracteristicamente, nem a dignidade da publicidade
nem a do homem são elevadas através dessa penosa
profissão”[1] .
O homem-placa foi uma figura denegrida, ainda que familiar,
em Paris, na década de 30, uma daquelas que fazem parte
da maioria dos habitantes da cidade. Os homens-sanduíche
parisienses eram quadros publicitários humanos que anunciavam
e tornavam públicos produtos e eventos da cultura consumista
burguesa. E apesar dos uniformes que lhes emprestavam para que
tivessem uma aparência mais respeitosa, ainda eram bastante
associados à pobreza. Trabalhadores casuais de meio período
e não sindicalizados, os homens-sanduíche eram
recrutados em meio aos mendigos – dos quais doze mil estavam
registrados em Paris, em meados da década de 30, como
habitantes sem residência fixa. Alguns dos primeiros homens-placa
em Paris eram mulheres. “Em 1884, um escritor fez uma
reportagem para o London Times: ontem encontrei uma
procissão de garotas vestindo cartazes publicitários.
E no ano seguinte apareceu no Pall Pall Gazette: Nós
temos, e não faz muito tempo, visto mulheres empregadas
como ‘sanduíches’”[2] .
Trata-se de uma mídia barata, mambembe, com a mobilidade
de um corpo em cujo rosto se estampa o cansaço e a falta
de perspectivas. Surge, assim, uma dicotomia: como alguém
que vende algo, seja um produto ou serviço, expõe
um desânimo perene? Não é difícil
perceber como os corpos utilizados pela publicidade, na qual
o homem é herói, viril, forte e saudável
- têm no homem-placa seu paradoxo: um pobre homem, cansado,
desprovido de qualquer sofisticação.
Ao observar as poucas mulheres que também emprestam seus
corpos para a fixação dos anúncios, o contraste
é ainda mais evidente. São corpos completamente
distantes dos valores femininos impostos pela publicidade e
do modelo de mulher que Edgar Morin denomina “boneca do
amor”[3] . O modelo da mulher moderna opera,
na publicidade, o sincretismo entre três imperativos:
seduzir, amar e viver confortavelmente, algo díspar para
as mulheres que trabalham cerca de dez horas diárias
em locais como a Praça da República, em São
Paulo.
Os homens-sanduíche anunciam produtos relativamente baratos,
de baixo valor agregado, direcionados a uma população
de baixa renda. Os anúncios estampam desde a compra ou
venda de ouro, platina e brilhantes, tíquetes de metrô,
tíquetes-refeição, compra, troca e venda
de aparelhos para telefonia móvel e cartuchos para impressora,
entre outros produtos ou serviços.
O
corpo: território da cultura
A
proposta deste trabalho é analisar o homem-sanduíche
enquanto objeto multifacetado, aberto, um texto da cultura que
ora revela, ora esconde. O conceito de texto da cultura, ou
texto como unidade mínima da cultura, parte da premissa
dos conceitos de primeira e segunda realidade do semioticista
tcheco Ivan Bystrina. As amarras da realidade físico-biológica
são denominadas primeira realidade (atividades que permitem
a sobrevivência do corpo: alimentar-se, dormir, proteger-se
do frio). Já a segunda realidade é “o momento
em que a autoconsciência se manifesta, ou seja, quando
o homem é objeto de cultivo do próprio homem”[4].
O texto como unidade mínima da cultura encontra-se justamente
nesse “universo simbólico, a ´segunda existência
ou realidade’ (...) conjunto de informações
geradas e acumuladas pelo homem ao longo dos milênios,
por meio de sua capacidade imaginativa”[5].
O homem-placa expõe um corpo marcado pelas condições
sociais de um país com graves problemas de desemprego:
é um corpo “moldado pela ação conjunta
de todos os outros corpos que a cultura lhe confere”[6].
O corpo, em suas múltiplas linguagens, é também
um meio de comunicação: “Impensável
qualquer interação de um indivíduo com
outros indivíduos sem o corpo e suas muitas e múltiplas
linguagens”[7].
O corpo tem se configurado cada vez mais como um dos principais
espaços simbólicos na construção
de identidades e estilos de vida. Através dele, pessoas
de universos sociais e culturais diversificados operam tanto
para afirmar sinais de distinção social, quanto
para expressar diferentes visões de mundo. “Em
um mundo marcado pela desterritorialização, o
corpo desponta como um espaço-limite de vivência
(ou até mesmo de sobrevivência) do exercício
da territorialidade”[8]. O corpo é
um espaço de construção de significados
simbólicos, e a idéia de que o uso que dele fazemos,
somado ao vestuário, ornamentos e pinturas corporais,
compõe um universo no qual se inscrevem valores e comportamentos.
“Nesta perspectiva, portanto, o estudo do corpo permite
compreender as especificidades de uma dada cultura”[9].
Assim, a análise do homem-sanduíche enquanto anúncio
itinerante permite estabelecer uma abordagem de uma sociedade
inflacionada pelas imagens e sua relação com o
corpo.

Da tridimensionalidade para a bidimensionalidade: o
“corpo-anúncio”
Ao
observar o trabalho dos homens-sanduíche, proponho aqui
um novo tipo de corpo imposto pela sociedade das imagens: o
“corpo-anúncio”. Uma vez que o homem-sanduíche
é uma mídia eminentemente visual, sua visibilidade
repousa em sua capacidade particular de mediação,
a qual controla a sua percepção e cria a atenção
do observador. Não há imagem visível que
nos alcance de forma não mediada. As mídias visuais,
portanto, competem com as imagens que elas transmitem. Elas
tendem a se dissimularem, e quanto menos prestamos atenção
a uma mídia visual, tanto mais nos concentramos na imagem,
como se as imagens surgissem por conta própria. Partindo
do pressuposto de que o corpo do homem-sanduíche e sua
placa atuam como uma mídia, esse corpo tende a um processo
de dissimulação para o nascimento de uma imagem,
dando origem ao “corpo-anúncio”.
No homem-sanduíche, imagem e mídia estão
diretamente ligadas ao corpo. Porém, o corpo é
mais do que um receptor passivo da mídia visual que o
moldou. Sua atividade (o caminhar, por exemplo, em uma determinada
região, como a Praça da República, em São
Paulo), é necessária para a existência da
mídia visual. Um cartaz afixado em um determinado local
não possui a mesma abrangência ou o mesmo impacto
do homem-sanduíche: é uma mídia que não
existe sem o corpo. São corpos que performatizam imagens,
ou seja, transformam-se em anúncios itinerantes. “Com
a ajuda de máscaras, tatuagens, roupas e performance,
os corpos também produzem imagens de si próprios,
(...) neste caso eles agem como mídia no sentido mais
pleno e original”[10].
Vivemos um fenômeno que começou a revelar seus
imensos efeitos: a silenciosa transformação do
corpo em uma imagem do corpo. E, quando transformado em imagem,
revela sua natureza paradoxal, por ser a presença de
uma ausência e a ausência de uma presença.
A imagem pode ser traduzida como a “ausência do
corpo” ou “renúncia ao corpo”, “o
oposto das aparições fantasmagóricas de
corpos sem sombra, trata-se aqui de sombras sem corpos”[11].
A transformação de corpos em imagens de corpos
ocorreu em uma seqüência de passos da abstração:
“Abstração
significa aqui “subtrair o olhar a” (Absehen von).
(...) Os corpos que nos circundam foram inicialmente distanciados
e estilizados em retratos, estátuas e corpos ideais (Bildkörpern);
depois fotografados em superfícies e transformados em
imagens corporais (Körperbildern); e finalmente projetados
sobre suportes de imagens de diversos materiais, da tela de
linho à TV, sendo aqui irresistível a tendência
à imaterialidade. Do circundante (Umgebung), passando
pelo em frente (Gegenüber), até o objeto (Gegestand)
e até o fantasma (Gespenst), do circunjeto (Circumjekt)
passando pelo objeto ao projeto a ao projétil, parece
não haver parada. Contudo, o fantasma-projétil
comporta-se no fim como um zumbi (Wiedergänger)”
[12].
Quando
o homem-sanduíche coloca o cartaz em seus ombros, seu
corpo, de carne e osso, torna-se ausente, transforma-se em porta-imagem.
Sua tendência à imaterialidade é simplesmente
irresistível. Comporta-se como um fantasma, um zumbi.
Ocorre, desta forma, o fenômeno das realidades bidimensionais:
o corpo tridimensional é reduzido a uma bidimensionalidade.
Surge uma peça publicitária, bidimensional, sem
profundidade, ocultando um corpo e, conseqüentemente, sua
história. “De fato, a transformação
de um objeto em imagem implica a negação de dimensões
materiais como o relevo, o peso, o cheiro, mas também
o tempo e o sentido. Reduzem-se a duas as três dimensões
do universo”[13].
O “corpo-anúncio” também surge em
outras ocasiões e momentos, mas o que o difere dos homens-sanduíche
é a sua motivação. Enquanto o homem-sanduíche
carrega a sua placa em virtude da necessidade de sobrevivência,
um homem que utiliza uma camiseta estampando a marca de seu
fabricante, por exemplo, é também um “corpo-anúncio”,
porém a exibe pelo status que a marca proporciona. O
uso do corpo para expressar idéias é algo que
não pode ser controlado, nem pelo interesse público
nem pelo privado. Uma camiseta pode ostentar tanto a marca de
uma grife famosa quanto uma mensagem qualquer. E a indústria
não deixou de perceber esse potencial de marketing:
“Os
homens de marketing e os da propaganda descobriram que a camiseta
tem a vantagem de veicular intensamente um conceito publicitário,
sendo ao mesmo tempo um brinde, uma mercadoria desejada. Se
os “homens-sanduíche” (...) cobravam para
exibir a mensagem, os jovens de camiseta, ao contrário,
eram capazes de pagar para vestir um anúncio de refrigerante”[14]
.
Quem
define de forma magistral o corpo-anúncio é
o poeta Carlos Drummond de Andrade em seu poema Eu Etiqueta:
“Sou
gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados”[15].
Corpos
devorados pelas imagens
Assim
como a placa do homem-sanduíche está fundida em
seu “funcionário”, transformando-o em massa
amorfa em favor de um sistema financeiro, a camisa de marca
define seu proprietário, também em favor de um
sistema financeiro maior e mais complexo. Nesse contexto, uma
vez que o cartaz devora o homem e o faz trabalhar em seu favor,
ou seja, a favor do processo comunicativo, também a marca
devora seu usuário, através do processo da Iconofagia:
“Consumimos imagens em todas as suas formas: marcas, modas,
grifes, tendências, atributos, adjetivos, figuras, ídolos,
símbolos, ícones, logomarcas”[16]
.
O importante é o que está visível, e não
o que é real. O que importa é a imagem do corpo,
e não o corpo. A estética da cultura de massas
reside justamente na virtualização do corpo. O
homem-sanduíche, enquanto imagem, anúncio, é
indubitavelmente um fenômeno de nosso tempo, marcado pela
exacerbação e inflação das imagens.
Em uma sociedade marcada pela visibilidade reinante, surge uma
“nova ética na qual o corpo garante sua concretude
especialmente enquanto mercadoria, povoando e alimentando um
imaginário praticamente publicitário”[17].
Ao invés das imagens nos servirem, atualmente são
as imagens que se servem de nós. São elas que
nos olham. São elas que determinam o que consumimos,
como nos comportamos e nos vestimos. Somos alimento para as
imagens. Surge a primeira possibilidade de iconofagia: as imagens
que devoram corpos. “Alimentar-se de imagens significa
alimentar imagens, conferindo-lhes substância, emprestando-lhes
os corpos. (...) Ao contrário de uma apropriação,
trata-se aqui de uma expropriação de si mesmo”[18]
.
O homem-sanduíche, ao colocar sua placa, faz surgir um
anúncio e é por ele devorado. Assim também
ocorre com o jovem e sua camisa de marca esportiva, ou o homem
de negócios e seu terno de grife: “As rotinas que
devoram, os modismos, os ideais apregoados pelos deuses menores
da publicidade e do marketing, as novas necessidades de se fazer
visível, (...) e muitas, muitas outras imagens, não
fazem outra coisa senão nos devorar. Diariamente”[19]
.
A relação do imaginário gerado pela publicidade
permite lançar um olhar inquietante sobre a abolição
do corpo:
“Como
podemos viver com esse corpo que, ao mesmo tempo, abolimos?
No momento, são as doenças que resultam do desligamento
do corpo (...) Mas se pensarmos bem isso acontece também
na moda, na TV, nos filmes. Isso são estratégias
para renunciar ao corpo (...) Não se quer fazer um corpo,
se quer fazer uma imagem do corpo, o que é uma forma
de destruir o próprio corpo”[20]
.
A
destruição do corpo e sua transformação
em imagem não acontece sem uma certa predisposição
da pessoa envolvida, uma vez que o poder do imaginário
nasce do imaginário do poder, do qual se deseja participar.
O indivíduo não possui virtude essencial. Minha
própria virtude como indivíduo “depende
inteira e somente da minha subjetividade ou do desejo que o
outro tem por mim, ou o medo que tem de mim: tenho que ser desejável,
atraente, um objeto sexual, ou ser importante e poderoso”[21].
O indivíduo que não realiza tais investimentos
– resultante tanto da subjetividade do outro como da sua
própria – não é nada mais do que
uma coisa morta entre outras coisas mortas, “para sempre
um solitário em potencial”[22]. Nesse
contexto, para participar do processo de visibilidade ampliada,
os indivíduos aceitam perder as corporalidades multidimensionais
de suas vidas. Conforme ressalta Drummond: “E bem à
vista exibo esta etiqueta, global no corpo que desiste”[23].
E assim
“sucumbem
os corpos, na perda da dimensão de profundidade. E porque
sucumbem os corpos, transformam-se as pessoas em imagens das
imagens, superfícies das superfícies. Corpos de
imagens e imagens de corpos já não se distinguem
sob o imperativo compulsório da reprodutibilidade, abrindo
caminho para uma outra ordem social. A nova sociedade não
vive mais de pessoas, feitas de corpos e vínculos, ela
se sustenta sobre os pilares de uma infinita “serial imagery”,
uma seqüência de imagens, sempre idênticas”[24].
As
imagens de nosso tempo convidam os vivos à abandonar
seus corpos, ignorá-los, esquecê-los. “No
limite, criar imagens é matar os corpos, e o corpo vivo
é, atualmente, invisível”[25].
Tanto a marca de uma grife ou a placa pendurada aos ombros do
homem-sanduíche utiliza o corpo como um suporte midiático
e, ao transformá-lo em imagem, acabam por devorá-lo,
consumindo-o e escravizando-o. A sociedade está enjaulada
no caráter aprisionador das imagens: ser visto, aparentar,
enfim, ser uma imagem, passa a ser o grande imperativo da sociedade.
É um processo irresistível: “A coerção
para transformar pessoas complexas, corpos vivos em imagens
torna-se cada dia mais forte. Transformados em imagens, os corpos
devem integrar uma nova lógica de produção,
passam a participar sem resistência desta nova ordem social”[26].
As imagens geram um corpo que apenas se vê quando é
visto, se observa quando é observado, jamais se sente
porque não pode ser sentido. “De tantas imagens,
tanta visão, não estaríamos perdendo aos
poucos a sensação do próprio corpo, o espaço
do eu?”[27]. Perdemos os sentidos e a capacidade
de sentir, porém
“Os
sentidos raramente enganam quando são exercidos, a razão
engana-se freqüentemente (...) Os sentidos não enganam.
O palato de um fino degustador julga mais precisamente que mil
máquinas, a máquina mais fina é feita da
carne de um ser vivo, a inteligência artificial fraqueja
somente por falta de corpo”[28]
.
Para
Friedrich Nietzsche, “há mais razão no teu
corpo do que na tua melhor sabedoria”[29]
. Porém o corpo não mais se enxerga, se sente
ou se percebe: tornou-se invisível para si e para os
outros. Nesse contexto, convém questionar: somos todos
homens-sanduíche? Nosso corpo, em diversos momentos,
é também um “corpo-anúncio”?
Na tentativa responder a tão abrangente questão,
ou pelo menos apontar um caminho para refletir o complexo universo
do corpo e sua imbricação com as imagens, parafraseio
Drummond de Andrade[30]:
“Por
me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.[31]”
Notas:
1.
Susan Buck-Morss. O flâneur, o homem-sanduíche
e a prostituta, p. 14.
2. Susan Buck-Morss. Op. cit., p. 18.
3. Edgar Morin. Cultura de Massas no Século XX: O Espírito
do Tempo, p. 126.
4. Norval
Baitello Junior. O animal que parou os relógios: Ensaios
sobre comunicação, cultura e mídia, p.
28.
5. Norval Baitello Junior. Op. cit., p. 39.
6. Cleide Riva Campelo. Cal(e)idoscorpos: Um estudo semiótico
do corpo e seus códigos, p. 20.
7. Norval Baitello Junior. A Mídia antes da Máquina,
s/p.
8. Maria Lúcia Bueno e Ana Lúcia Castro. Corpo
Território da Cultura, p. 09.
9. Maria Lúcia Bueno e Ana Lúcia Castro. Op. cit.,
p. 10.
10. Hans Belting. Imagem, mídia e corpo: uma nova abordagem
à iconologia, s/p.
11. Norval Baitello Junior. As núpcias entre o nada e
a máquina – Algumas notas sobre a era da imagem,
s/p.
12. Dietmar Kamper. Estrutura temporal das imagens. In: Malena
Segura Contrera et al. (orgs.). O espírito do nosso tempo:
Ensaios de semiótica da cultura e da mídia, p.83.
13. Muniz Sodré. Logos e phatos, a razão e a paixão
no espaço conceitual da comunicação e das
novas tecnologias. In: Sérgio Capparelli et al. (orgs.)
Livro da XIII Compôs: A comunicação revisitada,
p. 23.
14. Maria Eduarda Araújo Guimarães. Globalização:
Corpo como campo de batalha. In: Maria Lúcia Bueno et
al. (orgs.). Corpo Território da Cultura, p. 86.
15. Carlos Drummond de Andrade. Eu, etiqueta. In: Corpo: Novos
poemas, p. 92.
16. Norval Baitello Junior. A Era da Iconofagia: Ensaios de
Comunicação e Cultura, p. 53-54.
17. Malena Segura Contrera. Mídia e Pânico: Saturação
da informação, violência e crise cultural
na mídia, p. 59.
18. Norval Baitello Junior. Op. cit., p. 97.
19. Norval Baitello Junior. Op. cit., p. 97.
20. Dietmar Kamper, apud Malena Segura Contrera. Op. cit., p.
59.
21. James Hillman. Cidade & Alma, p. 24.
22. James Hillman. Op. cit., p. 24.
23. Carlos Drummond de Andrade. Op. cit., p. 92.
24. Norval Baitello Junior. Op. cit., p. 50-51.
25. Dietmar Kamper e Norval Baitello Junior. Imagem e Violência:
Sobre o futuro da visibilidade, s/p.
26. Norval Baitello Junior. Op. cit., p. 20.
27. Norval Baitello Junior. Op. cit., p. 43.
28. Michel Serres. Os cinco sentidos: Filosofia dos corpos misturados,
p. 258.
29. Friedrich Wilhelm Nietzsche. Assim Falou Zaratustra: Um
livro para todos e para ninguém, p. 60.
30. Carlos Drummond de Andrade. Op. cit., p. 93.
31. Os grifos são meus. A definição encontrada
por Drummond para esse novo homem, “meu nome novo é
coisa”, pode ser substituída por “imagem”;
o homem desiste de ser alguém para tornar-se uma representação
bidimensional.
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