A
cidade de Diamantina está num planalto formado de quartzito
onde se forma a bacia do rio Jequitinhonha. Desta vez cheguei
a esta linda e clara cidade vindo pelo caminho do Serro Frio.
Por esta rota se chega a Diamantina por cima, contorna a serra,
e sai na parte baixa. Uma visão bem diferente de quem
vem pelo asfalto passando por Curvelo. É um percurso
antigo e mostra o quanto esta chapada é árida
com uma natureza exuberante onde os vegetais brotam nas rochas
duras e nuas. Neste ambiente passa em grande velocidade o rio
Jequitinhonha, ou o rio Dos Diamantes. Antes de chegar à
cidade de Diamantina, o rio Jequitinhonha se mostra numa estreita
garganta que o homem aproveitou para atravessar, fazendo uma
harmoniosa ponte de onde se pode admirar o fino gosto daqueles
que escolheram esta região para viver.
Esta viagem
fiz de carro, o que torna a viagem mais prazerosa. Ainda no
caminho perto de Diamantina observei que a região era
muito diferente da minha. Sou de Ouro Preto, onde as minas de
ouro furaram todo o subsolo, deixando suas marcas até
hoje. Porém, aqui era diferente. Nada de minas, nada
de buraco. Somente montanhas de rochas nuas com seus arbustos
resistentes ao tempo.
Em
Diamantina a mesma coisa, nada de mina de diamante. A cidade
está plantada em cima da rocha e, do seu centro, pode-se
avistar a Serra do Galheiro que muito embeleza a paisagem. Passados
uns dias que tirei para pintar um quadro, bateu a curiosidade
de aventureiros e fui conhecer uma extração de
diamantes num povoado depois de Mendanha. A paisagem é
linda, típica, rochas nuas e vegetais que saem da pedra,
flores raras e belas, às vezes, areia branca com um filete
de água límpida. As árvores tortas e vegetais
de pouca altura. Depois de muito andar por uma estrada precária,
cheguei a um povoado perdido nesta imensa chapada. Uma praça
grande, com uma igreja num dos lados cercada de casas, formando
um retângulo. Os pais do nosso guia moravam aí.
Pedimos autorização para visitar a mina, e continuamos
a viagem até deparar com um rio maravilhoso de águas
transparentes com praias de areia branca, num vale de vegetação
exuberante.

Era
uma antiga fazenda, ainda tem umas cabeças de gado. Numa
região que chamamos de tabuleiro, onde o rio corre num
plano, existe uma extração de diamantes. Neste
dia, ela estava parada, mas podíamos ver o maquinário
e, principalmente, as montanhas de cascalhos que se tiram do
leito do rio ou das suas margens. Esta mineração
é típica da região. Extrai-se o diamante
que foi levado por uma lixiviação, e as camadas
de sedimentação de areia com cascalho não
são muito profundas. Portanto, mais uma vez, nada de
mina como as de ouro que conheço.
A
teoria da formação de diamantes é que ele
é formado de carbono, no centro da terra sob uma temperatura
elevada e uma enorme pressão, que depois ele é
expelido para a superfície junto com as lavas efervescentes
dos vulcões. Em Diamantina as rochas são metamórficas
e se teve vulcão nada comprova. A Serra do Espinhaço
que atravessa a região de Minas Gerais indo em direção
a Bahia, tem as mesmas características, uma constância
de quartzito.
As notícias
que se contam na região sobre o diamante são interessantes.
As pessoas apanhavam os cristais em pedaços na flor da
terra. Saíam catando e enchendo os balaios nos lombos
dos burros. Como se fossem pés de alface. Só mais
tarde começaram as catas nos leitos dos rios. Esta maneira
de apanhar diamantes é muito estranha, principalmente,
se ele tem a sua formação no interior da terra.
Alguma coisa não batia bem. Os estudos geológicos
que prevalecem são do séc. XIX, muita coisa mudou,
mas as teorias antigas ainda imperam.
Uma
coisa é certa, a origem dos diamantes de Diamantina,
não é do fundo da terra, e muito menos, fruto
de vulcões. Eles chegaram lá, caindo do céu.
Uma estrela ou um meteoro entrou na terra e se esparramou em
Diamantina e em toda a região. Só assim pode se
explicar como aconteceu com este mineral que ficou na superfície
da terra, sem uma causa aparente. Se olharmos para os diamantes
de Diamantina com um olhar de astrônomo e não de
geólogo, fica muito mais clara esta evidência.
Para refrescar a memória vou descrever a notícia
que saiu no dia 16 de fevereiro de 2004 na “BBC BRASIL.com”
“Astrônomos
descobriram que cintila no céu uma estrela feita de diamantes,
com 10 quintilhões de quilates. O diamante cósmico
é um corpo de carbono cristalizado, de 1,5 quilômetro
de diâmetro, a cerca de 50 anos-luz de distância
da terra, na constelação de Centaurus. Ele seria
o núcleo comprimido de uma velha estrela que um dia brilhou
tanto quanto o nosso sol, mas depois apagou-se e encolheu.
Os astrônomos
decidiram batizar a estrela de Lucy, em homenagem à música
dos Beatles Lucy in the Sky with Diamonds.
Tecnicamente
conhecida como BPM 37093, a estrela é uma anã
branca cristalizada.Uma anã branca de núcleo de
uma estrela morta, a sobra depois que o combustível nuclear
dela é utilizado. A anã gigante não é
apenas radiante, mas também soa como se fosse um gongo
gigante, emitindo pulsações constantes. Diz o
astrônomo Travis Metcalfe do Centro para Astrofísicas
de Harvard-Smithsonian, que comandou as pesquisas.”
Por que
não? Os diamantes de Diamantina têm sua origem
numa estrela anã que caiu na terra e se espatifou espalhando
diamante por toda a região. É muito mais provável
que a teoria dos vulcões. Com a descoberta da estrela
BPM 37093 fica muito evidente que o universo se mostra muito
diferente do que se propôs a geologia, que está
muito mais próxima da Bíblia para explicar a formação
da terra. O universo é incomensuravelmente desconhecido.
Por isso um pingo é mais que uma letra e, muita coisa
pode nos dizer. Se o diamante de Diamantina e região
era um mistério, fica claro ser ele uma estrela anã
que caiu na terra no período que se pode ainda caracterizar
com as evidências das sedimentações das
rochas que compõem as margens dos rios.

E vou
mais além, se pegarmos o mapa-mundi, olharmos a localização
de Diamantina e seguir a sua linha paralela, vamos ter na mesma
latitude sul, entre 10 e 20 graus, a região africana
onde são encontrados os diamantes. Estes são extraídos
em buracos muna região de sedimentação,
diferente de Diamantina, porque o solo, sendo mais macio, os
fez afundar. E seguindo a mesma linha paralela, vamos chegar
em Kimberley na Austrália onde também se encontram
os diamantes. Portanto, seguindo o meu raciocínio, uma
estrela anã do tipo a BPM 37093 chocou com a terra neste
paralelo e foi despejando diamantes, enquanto a terra fazia
o movimento de rotação.
Pode ser
que encontremos diamantes em outras partes do Planeta que tenham
origem vulcânica, como também podem existir em
outros locais, diamantes extra terrenos.