Arthur
Rimbaud - poeta precoce, aos 16 anos
já compora versos impactantes como Au Cabaret Vert
e Le dormeur du Val. Segundo Haroldo de Campos, Rimbaud
era um "Alquimista do Verbo". Entre suas publicações
encontramos Uma estação no inferno e
Iluminações, ambas marcas imprescindíveis
na poesia e literatura contemporânea.
Caravaggio
(Michelangelo Meresi da Caravaggio) -
pintor intaliano famoso também pelo seu forte gênio.
Contestador e defensor de um certo "realismo", criou
confusões por suas obras transgressoras e fez escola
influenciando toda a história da arte com uma estética
forte do claro e escuro, compôs São Jerônimo
e Judite e Holoferne.
Eugène
Delacroix - pintor francês responsável
por uma extensa obra que prioriza fortemente as cores em detrimento
a linha (é bom lembrar que houve grande confusão
em torno da cor x desenho). Mesmo por vezes renegado pela academia
(foi aceito como membro do juri apenas no fim da vida), continuou
com suas pesquisas que o tornaram um dos grandes nomes do romantismo,
entre suas muitas obras temos A Barca de Dante e A
morte de Sardanápalo.
Italo Calvino
- nascido em Cuba na década de 1920, logo
seguiu para a Itália, terra onde cresceu e viveu a vida
toda. Na juventude, foi comunista de carteirinha mas abandonou
o partido em meados da década de 50, quando foram divulgados
os crimes de Stálin. Passou a dedicar-se à literatura,
preferindo as narrativas curtas – o conto e a fábula
–, como as de seus personagens Palomar e Marcovaldo,
mas mas não deixou de adentrar o terreno do romance,
como a trilogia que intitulou de “Nossos Antepassados”
– O Barão nas Árvores, O Visconde
Partido ao Meio e O Cavaleiro Inexistente –
e o experimental Se Um Viajante Numa Noite de Inverno.
Ensaios foram seu forte, como os já clássicos
Seis Propostas para o Próximo Milênio
e Por Que Ler os Clássicos.
Franz
Kafka - escritor checo, dividia o tempo
entre a escrita e o escritório de advocacia. Sem fortuna
ou fama, muito pelo contrário, em vida só conheceu
a desilusão e o peso esmagador da personalidade autoritária
do pai. Certo dia, escreveu-lhe uma carta-desabafo, que não
lhe enviou. Apesar disso, ou talvez justamente por isso, nos
relega uma das literaturas com mais representatividade do estado
d’alma do homem do século XX, entre sua obra destacamos
O Processo e O Castelo.
Frederic Chopin - este
pianista e compositor polonês logo cedo mostrou suas aptidões
para a música, com apenas seis anos deu inicio aos seus
estudos e aos sete compunha sua primeira obra. Em Paris faz
amizades como a de Delacroix, Liszt e Berlioz. Dentre suas obras
maiores podemos destacar 1ª Balada e Polonesa
heróica. Jaz hoje, como muitos, no Père Lachaise.
Helio
Oiticica - na década de 60, este
artista plástico carioca, integrou o Grupo Frente (que
era liderado por Ferreira Gullar), formando o neoconcretismo,
que logo entrou em contraposição ao concretismo
paulista. Entretanto, Oiticica longe de classificações
criou obras que podemos chamar de "ambientais". O
exemplo mais cabal são seus parangolés,
os quais "ganhavam vida" quando eram vestidos, em
uma performance.
Jonh Cage
- 4'33
Luchino Visconti - este cineasta
italiano começou a filmar na época da 2a Guerra
Mundial, mas se destacou dentro da estética neo-realista,
na década de 1940. Apaixonado pela literatura e pelo
teatro, realizou uma obra extensa, intercalando filmes com encenações
teatrais. De ascendência nobre, especializou-se em gastar
o dinheiro da família em seus filmes e retratar seu país,
seja o presente da guerra e do pós-guerra, com a exposição
da realidade italiana em Obsessão, A Terra
Treme e Rocco e Seus Irmãos, seja em reconstituições
de época, notadamente a Itália pré-unificação,
como Sedução da Carne e o magnífico
O Leopardo.
Luigi
Pirandello - dramaturgo, poeta e romancista
italiano da Sicília. Tem muita notoriedade por suas peças
teatrais com uma noção bem peculiar e profunda
de humor. Embora negue uma veia filosófica, sua obra
é marcadamente cercada por tal pensamento. Entre suas
obras mais conhecidas e notáveis temos Seis personagens
à procura de um autor e Assim é, se lhe
parece.
Noel Rosa
- poeta dos morros. Canta não apenas Vila
Isabel (injúria afirmar isto), como também o brasileiro,
o malandro, o apaixonado, o descontente, realizou verdadeiros
hinos em forma de sambas que surpreendem pela simplicidade e
multiplicidade, como Gago Apaixonado e Palpite
Infeliz.
George Meliès
- mágico e ilusionista do fim do século
XIX, esteve presente quando da apresentação do
cinematógrafo pelos irmãos Lumière. Comprou
uma câmera similar de um inglês e passou a fazer
filmes. Em pouco tempo descobriu a capacidade ilusionista da
câmera e, como aponta Edgar Morin, passou do cinematógrafo
para o cinema, ou seja, descobriu o espetáculo cinematográfico.
Foi assim que criou a maioria de seus filmes, cheio de trucagens,
como desaparecimentos repentinos, cabeças cortadas e
que inflam. Seu grande clássico é Viagem à
Lua, a primeira ficção científica
da história do cinema, de 1902.Fechou sua produtora em
1913 e morreu pobre, abandonado nas ruas de Paris, em 1938.
Samuel
Beckett - escritor, poeta e dramaturgo
irlandês, que praticamente abandonou sua pátria
para viver na França. "Prefiro a França em
guerra a Irlanda em paz", declarou. Trabalhou com Joyce
e foi responsável por criações ímpares
no chamado teatro do absurdo, como as antológicas peças
Esperando Godot e Fim de Partida. Com uma
linguagem seca e concisa procurou dissecar um certo pessimismo
quanto à condição do homem moderno.
Stanley
Kubrick - cineasta americano que teve
uma obra singular em mais de 40 anos de carreira por ter passado
por praticamente todos os gêneros cinematográficos,
desde a ficção científica e o épico
ao terror e filme de guerra. Excêntrico e dono de um gênio
indomável, produziu o maior enigma do cinema –
o final de 2001: Uma Odisséia no Espaço
– e fez comédia com a tensão criada pela
Guerra Fria em Dr. Fantástico. Morreu em 1999,
pouco antes de ser lançado a obra que ficou como seu
testamento, De Olhos Bem Fechados, um ensaio sobre
os sonhos, o inconsciente e as diversas formas de amor.