Número 8: radares à vista
Abram
alas para a juventude passar. Conjecturas abre
seu espaço virtual (se não é real, como
avaliar seu tamanho? Eis a questão-chave do futuro homem
virtual que nasce com nossa geração...) e não
fecha qualquer porta para quem tem espírito crítico
e capacidade para dizer (escrever?) o que pensa e o que dispensa.
Nesta edição, com um pouco de atraso como virou
usual nesta revista (todo atraso envolve também maior
ansiedade pela espera e, com isso, esperamos que estejam famintos
por novas conjecturas), o domínio é das mentes
jovens insanas que habitam o mundo da internet. Eis o que propõe
Matheus Clemente, insano futuro comunicador que traz a fórmula
(dele, claro) para fazer sucesso na internet. Furadeira é
pouco para o que este rapaz pode (e deverá) fazer no
futuro.
Ao mesmo tempo, temos, como devem se questionar a respeito do
título deste Editorial, a estréia de Renan de
Simone (olha ele aqui de novo) no espaço Juizar
depois de duas participações no Mundar
(como medir essa “mudança” de “status”?
Aliás, quem definiu que aí há uma mudança?
Renan, qualquer espaço da Conjecturas
é espaço na Conjecturas, que
não deixa de ser, a rigor, uma gota de luz no oceano
do virtual). Juizando ou Mundando, o autor, piadista inveterado
e sarcástico (parece alguém que todos nós
conhecemos... por que esse tipo é recorrente no mundo,
aliás? Alguém se habilita a Juizar a
respeito para a próxima edição?) traz um
pouco de seu mundo e expressa em seu texto um pouco de suas
elucubrações frente ao sexo oposto e às
multas que seu carro tomou nas caladas velozes da noite (mesmo
ele não tendo carro... como é possível,
caro autor?) (Nada como a ficção, ou o excesso
dela, não?). Radares à vista, sempre. E na nossa
frente, lado e principalmente costas... Abram os olhos, motoristas.
Desculpem as referências deste Editorial. Talvez seja
uma quimera, não tão bem escrita quanto a da estreante
Sabrina Machado, que de uma avaliação de uma obra
não lida (e que deveria ser lida, oras bolas) tirou uma
pérola literária digna da Conjecturas.
Talvez se tivesse lido as coisas não sairiam assim, eis
o acaso (ou ocaso?) produzindo textos retos em linhas tortas.
Para não nos estendermos mais, temos de fazer referência
a novos textos que discutem a dicotomia (ou invenção?)
documentário x ficção e a era da arte.
O primeiro diz respeito exatamente à ficção
vs. realidade, se é que existem, no domínio
cinematográfico, já o segundo traz à tona
a discussão sobre as imagens, como elas surgiram no âmbito
da arte, ou, para ser mais inexato o que (ou como) determina
que tal imagem esteja em tal classificação.
Fugindo do clichê habitual de todo fim de editorial, decidimos
agradecer a você, leitor, que nos acompanha e nos suporta
até esta 8ª edição. A você também
que nos conheceu a partir da 2ª edição. A
você das 3ª, 4ª e 5ª edições
também. Ah, claro, não podemos esquecer os das
6 ª e 7ª edições. Aproveitamos também
para saudar os novos leitores, futuros leitores da 9ª edição
e também da milésima, que já está
programada desde agora. A vocês, deixamos a estrofe inicial
dos versos oscilativos de Martinho Junior num Mundar
desta edição: