Na verdade uma verdade só pode ser verdade se esta for relativa, portanto, ela não pode ser absoluta, mas dissoluta, fluida e ambígua. Por conseguinte, decretamos o fim da verdade porque uma verdade relativa pode ser qualquer coisa menos uma verdade. Diante desse paradoxo, pregamos aqui um novo paradigma – o da conjectura. Daí termos batizado este espaço virtual com tal nome, no plural, um nome forte, pomposo, que expressa melhor que o termo verdade o que se vive, vê, sente e idealiza.

        Assim, nada mais tranqüilizador para mentes experimentais que criar um meio de expressão que carregue em seu nome o termo Conjecturas como tronco, e outras verdades como suas ramificações. Dessa forma, não estamos faltando com a verdade, seja lá o que ela for...

     Às mentes mais questionadoras pode ter surgido a desconfiança quanto às seções deste site. Seções que remetem a verbos, mas não meros verbos, verbos transitivos ou intransitivos, direto ou indireto, mas verbos imaginados, criados para melhor definir nossas pretensões. Afinal, assim como a verdade não existe como conceito prático, os verbos adotados nas seções podem também não existir. Existir dentro da classificação dos dicionários, mas metafisicamente eles se fazem presentes. Por acaso é menos real o personagem criado por um autor do que sua inspiração? Já que o mundo crê no vocábulo verdade, por que não podemos crer nos verbos Cerebrar, Mundar, Imagemar, Textar e Juizar? (Para os menos crédulos e dados a invencionices, definimos os significados de tais verbos, que podem ser encontrados pelo site).

     Desse modo é que juizamos e mundamos, sem muito nos preocupar em cerebrar, pois tão importante quanto é nossa capacidade de imagemarmos neste ambiente prioritariamente textuado.