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14.01.09

- Companheiros

Se você está triste, eles sentem também. Se está alegre o alvoroço é geral. Às vezes pedem carinho por demais, outras vezes parecem não querer que chegue perto. A comida, por birra, é rejeitada apenas para que você se preocupe; em seguida o prato é devorado por inteiro. Terapêutico é escová-los na medida em que eles olham para você querendo bisar. Tenho a impressão de que gatos são ótimos companheiros.

por MJ.

- O fiel da balança

Qual o mais importante partido político brasileiro hoje? PT ou PSDB, diriam todos. O primeiro é governo e ocupa o principal Executivo do país – a presidência – depois de 8 anos do último. Depois de Collor e Itamar, PSDB e PT se consolidaram como os principais partidos do país, com os principais nomes a concorrer à presidência, governos e prefeituras. Mas, olhando bem o cenário, vemos que o PMDB é o grande partido nacional. Afinal, um partido que não tem nomes fortes para um cargo executivo de ponta ou de renome nacional está sempre a se refestelar no poder com sua barganha política no Legislativo. O PT sem o PMDB não teria força no Congresso; o PSDB ainda tinha o ex-PFL e atual DEM. O PMDB é o fiel da balança. Sem ele, hoje ninguém governa. Na entrada do PMDB muito bem podia ter a placa “Vende-se governabilidade”. Não estaria mentindo.

por LRP.

28.11.08

- Nota fiscal

Tudo que comprava ele pedia a nota fiscal. Queria ter controle de tudo que passava por suas mãos, de todos os valores – inclusive centavos – que lhe escorriam pelos dedos. Não havia cigarro, refrigerante ou mesmo jornal que não tivesse de ser comprovado seu gasto. Teve um dia, na noite paulistana, que ele teve de se render. No inferno, mirou sua beldade de consumo, chegou com a idéia e ouviu o preço. Uma pechincha por tamanha beleza. Na seqüência, a pergunta-chave. “Passa nota fiscal?”. “Nota fiscal? Precisa de nota para me comer!?!?” A cara de exclamação foi interpretada como um não. Ele acabou conduzido ao quarto. E consumiu o produto com muito fervor. E pagou a conta reticente. E foi embora sem a nota fiscal.

No dia seguinte, bateram à sua porta. Era o Fisco. Ele estava preso por sonegação.

por LRP.

18.10.2008

- Por e-mail ou por carta

Pensei em te escrever uma carta, mas n tive mta coragem de seguir adiante com a idéia. Sei lá, sabe, essas coisas de caneta e papel tornam as coisas mto mais sérias do que elas de fato são. E uma carta minha, escrita a mão por mim, podia soar a vc como algo mais sério do que eu propunha e pensava. Por isso deixei de lado a caneta, amassei o papel e o joguei no lixo. A vida no papel fica complicada demais, séria demais, concreta demais. Prefiro os contrastes das luzes deste e-mail. O piscar da tela, o poder errar, apagar e redigitar seduzem mais. Posso pensar escrevendo; se não gostar, apago meu pensamento e digito de novo. Sou mais livre para pensar e liberar meus sentimentos. No papel fico preso ao que escrever e sem poder errar, pois aí teria de rasurar ou pegar outra folha. Aqui sou mais solto, mais leve, menos concreto. A vida pelo micro traz mais possibilidades. Chega da concretude e limitação do papel. A partir de agora só escrevo e-mail. Até o próximo.

Cheguei a digitar num e-mail o que eu tinha tanto para te falar. Mas pensei duas vezes antes de clicar em “enviar” e acabei percebendo que o tinha para te falar merecia um suporte mais palpável, mais concreto, mais carregado de sentidos que uma mera mensagem pelo computador. Sei lá, sabe, essa coisa meio careta de escolher o papel no qual vamos escrever, pegar nossa melhor caneta – ou lápis, adoro escrever a lápis – e colocar nas formas das letras um pouco do que sentimos e queremos passar de mensagem a alguém. É legal ver a letra começar redonda, certinha, cheia de caprichos e perceber como com o passar das linhas ela vai ficando mais corrida, menos redonda, mais rabiscada diante da mão cansada. Entretanto, creio que elas consigam transmitir com sinceridade meus pensamentos calculados a cada palavra. Cada uma delas brotando depois de uma infindável reflexão em torno de se seria de fato a palavra mais apropriada para aquele momento. E creio que consegui. Nada melhor que assinar uma carta com nosso nome e fechar com a data. Dá uma satisfação e um orgulho que as novas gerações talvez nunca tenham experimentado. Nada como sujar as mãos escrevendo a lápis num papel. Temos ao menos momentaneamente a marca do sentimento nas mãos. Amanhã te escrevo outra. E conto as novidades da noite de hoje.

por LRP.

13.08.2008:

- E daí
E daí que era tudo fake? E daí que a menina-cantora da abertura dos jogos olímpicos de Pequim não era verdadeira? Alguém duvida do poder ideológico das imagens? Ou alguém acredita que o Napoleão de David era realmente o Napoleão?

por MJ.

11.08.2008:

- Peças (?)
Há peças teatrais que é melhor não comentar (é por isso que deixo o nome, direção e todo o resto na sombra); parece que nada está bom: da concepção geral à noite pouco inspirada dos atores. Vamos de bom grado vê-las, com espírito leve, olhos famintos. Quase sempre o resultado é uma amarga decepção e o pensamento centrado em “deveria ter ido ao Kung Fu Panda”. Entretanto, para o contentamento deste que escreve a noite não foi perdida. Na hora infortuna, olhei para o lado e magicamente a noite mantinha-se maravilhosa. Felicidade infinita ter uma companhia que mal nos deixa sentir eventos indigestos.

por MJ.

24.07.2008:

- Museu 01: noite estrelada
Há, certamente, quadros que não devemos ver, mas sentir. A noite estrelada de Van Gogh assim se apresenta; quando o vemos não é mais o olho que opera, mas os outros sentidos, todos eles em comunhão, à la Merleau-Ponty. O azul do céu, o amarelo intenso das estrelas que contamina o restante do quadro ultrapassa em muito a visão, é uma expêriencia fantástica.

por MJ.

- Museu 02: ver quadros
Não há nenhum problema em tirar fotos de quadros. Entretanto, o que se sente é que os quadros não são mais vistos. A lente do aparelho fotográfico faz isso por nós. Assim, não é raro ver pessoas acotovelando-se em busca de uma foto de um Monet superfamoso ou de um Manet (pobre Chassériau, a sala permanece vazia, mesmo a do grande Tepidarium no Orsay), depois da imagem apreendida todos se vão, e o olho orgânico, infelizmente, não vê! É muito mais proveito sentir o quadro do que aprisioná-lo numa foto que facilmente encontramos na internet ou em algum catálogo, às vezes, apenas 20 segundos de olho orgânico é suficiente para que o quadro fique impregnado na alma, ao menos é melhor do que o olho do aparelho.

por MJ.

10.07.2008:

- Os parisienses
Eles falam razoavelmente como nós; entretanto utilizam as mãos como os italianos. Evidentemente com menos força e mais aspereza. Parece desta forma um povo bem animado, isso se fossemos olhar apenas a aparência destes gestos. Mas, trata-se de um povo um pouco triste e truncado: uma professora me disse: "o aumento no uso dos antidepressivos na França é um mistério, para mim, eu acredito que somos um povo muito triste, e assim a indústria farmacêutica agradece". Não sei, mas não vejo muitos franceses sorrirem pela rua, nem mesmo quando tentamos contaminá-los pelo nosso sorriso. A cultura deve ter abalado as estruturas da ontogênese...

por MJ.

01.07.2008:

- Problemas culturais

Durante um trabalho com medicamentos caríssimos numa empresa de renome, eis que encontro um chefe da Iugoslávia. Como sempre: "De onde você é... bla bla"

B (Brasileiro): Sou do Brasil.
C (chefe): Brasil, pensei que fosse francês.
B: Ah, na verdade meu nome é derivado do francês, talvez por isso.
C: Ah... mas qual é o seu nome?

Depois de algumas explicações:

C: Então você é brasileiro?
B: Sim!
C: Então, Renan (e o nome foi pronunciado com um sotaque de dar medo em qualquer um). Você também é Renaldinho?

Agora me digam: que diabos ele quis dizer? Provavelmente referências ao futebol, claro, ou talvez estivesse sugerindo que eu saio com travestis? Bizarro! Adoro essas referências culturais ao nosso país. Ou você é dono duma escola de samba ou é jogador de futebol. No último trabalho eu era amigo do Pablo Escobar, afinal é tudo "South America" mesmo... rsrsrs

por RdeS.

26.06.2008:

- Diálogos Perigosos

Brasileiro (eu) conversando com Alemão - tradução bem livre de três línguas em que ninguém se entende: português abrasileirado, alemão adaptado pro inglês e o inglês por si só que tem umas frescuras só dele.

Brasileiro - Então, nesse momento qual é o sistema político vigente lá na Alemanha?

Alemão - Como assim?

Brasileiro - Monarquia, República democrática, o quê?

Alemão - Ahh! Bem, agora é democracia.

Depois de uma pausa muuuuito significativa:

Alemão - Bem, nós não podemos ter nada diferente disso lá... Não mais.

Juro que fui inocente na pergunta. hehehe

por RdeS.

23.06.2008:

- Na sinfonia
Há livros para não serem lidos, mas relidos. Dentre eles, sem dúvidas: A sinfonia pastoral de André Gide. Há sensações nos detalhes que precisariam de uma grande explanação, a qual quem escreve não tem a menor capacidade. Entretanto, vale a pena uma vírgula: Não quero escrever sobre a ambígua relação entre o pastor (protagonista), Gertrude (a garota cega, a fratura na narrativa) e Jacques (filho do pastor), que beira à loucura de um amor proibido e inevitável. Queria apenas transcrever esta passagem: "Tocava-se precisamente A sinfonia pastoral. Eu digo 'precisamente', pois, compreendemos facilmente, não é uma obra que eu tenha desejado fazê-la compreender. Muito tempo depois que tínhamos deixado a sala de concerto, Gertrude ainda estava lá silenciosa e como mergulhada em êxtase: 'Realmente o que você consegue ver é tão belo quanto isso?' ela me disse enfim".

por MJ.

04.04.2008:

- Na natueza selvagem
Será Sean Penn uma espécie de neo-estóico?
O filme, que procurar retratar a vida de Chris McCandless, tem seus méritos. A via escolhida para costurar a narrativa é a da típica insatisfação com a vida burguesa e supostamente sem sentido, regada pela má influência dos pais, que acabam levando boa parte da culpa pelo – não apenas o desfecho – no percurso de Chris (um ponto forte do filme, a interpretação do personagem principal). Chris (que abandona sua identidade para tornar-se Alexander Supertramp), a cada passo (ou melhor, a cada capítulo, pois é construído como se fosse um livro nunca feito) há uma descoberta, um aprendizado que culmina pouco a pouco numa integralização com a natureza. Por vezes até mesmo forçada com passagens para lá de estóicas, sobretudo o fim e a última frase, quando ele está olhando aos céus.

por MJ.

14.02.2008:

- A mulher de Lennon
Não faz muito tempo, terminou a exposição de Yoko Ono, uma retrospectiva, que ocorreu no CCBB-SP. Por certo tem seu valor e é esteticamente muito interessante, entretanto, vemos uma clara preocupação feminista em suas obras, o que também é louvável. Mas é inevitável em nossa cultura machista olhar para sua obra e procurar John Lennon, e se encontra. As explicações estão por todos os lados; a bunda de Lennon, a escada em que Lennon subiu e leu “SIM” apaixonando-se pela artista. O que li e vi, infelizmente remetiam à mulher de Lennon e não à Yoko Ono, com a identidade que ela merece. (Não creio que seja apenas por ela ter casado com um grande conhecido, Simone de Beauvoir o fez, mas conseguiu se sair melhor em sua empresa).

por MJ.

28.01.2008:

- Vou ser coroado rei de mim
Tem uma música dos Los Hermanos, num dos melhores CD lançados nos anos 2000 (Ventura), ‘De onde vem a calma’ (a faixa que encerra o álbum), que termina com uma expressão sensacional. Para tanto, reproduzo aqui toda a estrofe: “Eu não vou mudar não/ Eu vou ficar são/ Mesmo se for só,/ não vou ceder/ Deus vai dar aval sim,/ o mal vai ter fim/ e no final assim calado/eu sei que vou ser coroado rei de mim”. Se coroado rei de mim, que sensação maravilhosa deve ser você ser rei de si. Convenhamos, quem hoje em dia pode dizer que é rei de si? Creio que a vida é vivida em busca disso – ser coroado rei de si mesmo, apesar de que parece o oposto. É uma busca por emancipação, por uma realeza, por uma autonomia e um poder sobre si... O que é ser rei da França, da Inglaterra ou da Dinamarca, poder mandar e desmandar, resolver o destino de sua e outras nações, de pessoas, ser servido a hora e como quiser, se ele não pode controlar seu destino, não tem a liberdade para tanto? Afinal, o que o homem busca, no fundo, não é ser rei de si mesmo? Alguém duvida que o Príncipe Charles trocaria ser rei de si do que em breve ser rei da Inglaterra?

por LRP.

27.01.2008:

- Nara Takai; Pato Leão
Com muita ansiedade parti para comprar o álbum de Fernanda Takai com releituras de algumas músicas de Nara Leão, mas infelizmente, precisei esperar uns 30 dias, já que se esgotara rapidamente. Finalmente consegui, e me reservei para escutá-lo inteiro e sem interrupções. A surpresa foi boa, Com açúcar, com afeto de Chico ficou muito original e bonita, mas algo me intrigava nas sucessões das canções. Logo percebi o que me incomodava. Eu esperava um álbum de Fernanda Takai cantando Nara Leão, uma interpretação diversa daquela de seu grupo musical, um projeto paralelo. Entretanto, o que vi foi algo como "Pato Fu canta Nara Leão"; ficou muito bom, mas nada que, a meu ver, difira o trabalho solo de Takai com aquele do Pato Fu.

por MJ.

11.12.2007:

-O tempo perdido
Jambo. Cheiro de jambo invadiu a taça e, ao beber, senti a infância me invadir. No segundo seguinte, estava no interior de São Paulo, no terreno do vizinho, com um amigo derrubando jambo do alto jambeiro que certamente tinha mais de oito vezes a minha idade. Criança, relembrei o sabor doce dessa fruta pouco conhecida que eu adorava. Com uma vara, acertar os pequenos jambos marronzinhos e vê-los cair. Sujos de terra, limpá-los na camiseta e mordê-los com vontade. Sentir os dentes se cravarem na carne do jambinho, que se derretia na boca. Durou pouco minha experiência ao passado. Acabou o vinho de sobremesa de sabor de infância. Preciso de mais dessas máquinas do tempo.

por LRP.

08.12.2007:

-No pensar.
Às vezes canso de pensar, às vezes de pensar em pensar. Daí descaio em algum lugar: olhar perdido, insistente, marcando o azul de uma borboleta qualquer, então nada mais vejo e me ponho a pensar.

por MJ.

30.11.2007:

-Os cheiros em 'Um bar' em 1882.
Un bar aux Folies-Bergère. Ah! Manet, ainda é possível sentir o forte cheiro das laranjas no boião de vidro; as bebidas multicoloridas ainda exalam; o tabaco percorre o ambiente, e o monsieur a tratar com a balconista ainda tem um cheiro de quem exagerou na dose do perfurme e da bebida.

por MJ.

16.10.2007:

-Dúvida cruel
Se uma câmera fotográfica está pronta para ser acionada e você está diante dela, sem olhar para ela, é possível dizer que a câmera, ao ser acionada, captou sua imagem? Se pensar que a imagem é um ser autônomo do objeto, que tem vida e realidade próprias, é possível dizer que a câmera atingiu aquele objeto?

Se estamos diante da mesma câmera fotográfica, olhando para ela, mas com o pensamento distante, lá nos confins da memória, diante de um mar azul ou de um filme antigo, e a câmera é disparada registrando você num suporte de papel, é possível afirmar que aquela câmera registrou a sua pessoa? Agora, diante da mesma câmera, com o espírito focado nela e ansioso pelo sinal luminoso, é possível dizer que nosso ser foi captado por aquela câmera?

Afinal, o que define a imagem criada – a intenção da máquina ou a intenção do objeto-homem retratado?

por LRP.

02.10.2007:

-Comparação?
Se existe uma coisa que eu não faço é comparar; pode ser mulheres, roupas ou compositores, não comparo. Nem mesmo obras de arte, prática corrente nas análises, não faço. Nem mesmo para identificar os opostos (quente e frio, etc.). Mas, Rimbaud está para Mallarmé assim como Fellini está para Godard, construir e destruir.

por MJ.

15.09.2007:

-Passo seguinte
antonioni bergman antonioni bergman antonigni bergiman amtonigoni birgiman bmtonigoni airgiman bmtenigoni ainrgiman bemtenigoni anortgimi bemgteoni antogimi berngteoni birgiman amtonigoni bergiman antonigni bergman antonioni

por MJ.

10.09.2007:

-Dois anjos
Meninos tocam Nay, meninas Daf. Não são instrumentos sexuais, mas a lei da escola manda. Cada qual de uma região diferente do Irã. Pai não compartilha, "meu fliho anda no caminho errado". Se o pai não o protege, ninguém mais o poderá fazer, a não ser um anjo. Dois anjos, dois garotos, um garoto e um pastor, um garoto e uma mãe: mensageiros das boas novas. O pai por pouco nao mata o filho, ele acredita que completou o ato. Filho vive, renasce, "sua heresia se transformou em fé"; um anjo, da música, mensageiro, "e que assim seja pela eternidade".

por MJ.

09.09.2007:

-Os grandes formatos das revistas
Mais que bela coisa esta de criar estas revistas grandes: Caros Amigos, Piauí, O Nó Górdio. Todas elas bastante interessantes, conteúdo bom. Mas além de tudo, são extremamente úteis. Num desses dias indefiníveis (chuva, sol, frio, calor, tudo junto), o quarto empestou-se dessas muriçocas que insistem em incomodar em horas nada propícias. Não achei nada para afastá-las, quando de chofre avistei uma capa vermelha, quase reluzente. Era uma Piauí, ainda nova - senão completamente, me chamando para acabar com estes mosquitos, e assim foi. Em menos de um minuto esta gigante revista restabeleceu a ordem em meu quarto; como recompensa eu li uma página da revista. Em breve, talvez quando mais muriçocas chegarem, eu me lembre de ler outra página.

por MJ.

06.09.2007:

-Os demônios, que saudades!
Lá se vão uns dois meses que terminei o quase interminável livro Os Demônios de Dostoiéviski. Demorei um bom tempo para completar as mais de 600 paginas do livro, quando enfim terminei pensei que realmente tivesse acabado: ilusão, não raro me ponho a folheá-lo quase semanalmente para cumprimentar e matar as saudades dos personagens que conviveram comigo um bom tempo, Stiepan Trofímovitch, Dária Pavlovna e até mesmo os maus caráters Chigalióv e Piotr Stiepánovitch (filho de Stiepan) dos quais fui cúmplice de muita coisa. Acho que vou reler.

por MJ.

28.07.2007:

-Perdido (Lost) no vício
Sem querer me deparei com um episódio do seriado Lost. Sem querer sentei no sofá e comecei a vê-lo. Sem querer fiquei até o fim dele. Sem querer me vi perguntando pras pessoas que o assistem algumas coisas que o episódio me suscitou. Sem querer me vi pegando a primeira temporada da série em DVD e começando a assistir. Sem querer me vi preso a este seriado e vendo de 4 a 6 episódios por dia e sempre querendo ver o próximo. Sem querer passei a dividir meu dia entre ver Lost e esperar para ver Lost. E também sem querer termino de escrever este post para voltar a ver Lost. Estou no meio da primeira temporada. Faltam apenas mais duas e meia. Nada o que umas 50 a 60 horas não resolvam.

por LRP.